quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cuidado ao medicar seu animal

Alguns proprietários de cães e gatos, na ânsia de diminuir o sofrimento de seu bichinho, administram medicamentos sem prescrição do médico veterinário. Vários problemas podem surgir por esta atitude. Os animais muitas vezes sofrem de problemas de saúde semelhantes aos nossos, porém, existem detalhes de sua conformação anatômica e seu metabolismo que os diferenciam dos humanos.
Um simples analgésico e antitérmico utilizado para crianças pode levar um gatinho a morte. Alguns antiinflamatórios amplamente receitados na medicina humana podem causar sérios problemas de estômago, como gastrites e úlceras em cães, para dar mais um exemplo. Além disso, as dosagens também são bastante específicas, e são calculadas pelo veterinário de acordo com a espécie e com o peso do animal a ser tratado. Não podemos usar como base a posologia dos medicamentos receitada para nós, humanos.
Algumas drogas precisam ser administradas por períodos longos e sem interrupção, como muitos antibióticos e antifúngicos. Por outro lado, existem princípios ativos que não devem ser usados por muitos dias, a não ser que haja indicação e acompanhamento do veterinário. Portanto, parar ou reiniciar um tratamento sem o conhecimento de um profissional pode ser prejudicial para o cão ou gato.
Sinais clínicos semelhantes podem ser causados por doenças diferentes. A tosse num cãozinho, por exemplo, pode ser originada de problemas de traquéia, de brônquios, de pulmões, de coração... E somente o médico veterinário poderá avaliar através do exame clínico a procedência do sintoma, a necessidade de fazer exames complementares e indicar o tratamento correto. Portanto, não é adequado se basear em receitas prescritas para o cachorro do vizinho ou conhecido que teve sinal clínico semelhante para medicar seu animal.
Enfim, sempre que perceber alguma alteração em seu bichinho de estimação consulte o médico veterinário de sua confiança.

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