terça-feira, 22 de junho de 2010

Síndrome do banho e tosa e Dermatopatias

Cada vez mais as pessoas tem utilizado serviços de banho e tosa em petshops para seus animaizinhos de estimação. Certamente isso se deve à grande oferta desse tipo de serviço, à falta de tempo dos proprietários de animais e ao convívio intenso de cães e gatos com as pessoas. É claro que essa grande demanda tem sido muito positiva para o mercado pet, porém é importante avaliarmos também o bem estar do animal.
Médicos veterinários já discutem a respeito da Síndrome do Banho e Tosa, ou seja, um conjunto de sinais e alterações clínicas e comportamentais geradas pela visita do animal ao pet shop para procedimentos estéticos. O despreparo das pessoas que trabalham nesses estabelecimentos pode gerar diversos problemas de saúde ao animal. Uma contenção inadequada pode trazer transtornos de comportamento e até lesões físicas por traumatismos. Isso sem comentar que muitas pessoas sem habilitação utilizam sedativos e anestésicos nos animais para facilitar o banho, sem saber os riscos e efeitos de cada droga. Entretanto, os problemas mais comuns observados na síndrome são as dermatopatias (doenças de pele) e otopatias (doenças nos ouvidos).
A alta freqüência de banhos retira a proteção lipídica da epiderme, causando a perda da integridade da derme. Com isso, a pele fica mais sensível, podendo apresentar prurido e descamação. Há também uma facilitação do desenvolvimento de agentes patogênicos como bactérias, que causam as piodermites, e fungos, causadores das dermatofitoses. Logicamente que animais com doença de pele já estabelecida devem ser banhados com maior freqüência e utilizando xampus terapêuticos, porém esses são casos isolados. De forma geral, para cães que vivem dentro de casa, o banho quinzenal costuma ser o ideal, enquanto que animais que vivem em pátios podem ser banhados mensalmente ou até com intervalos maiores. Esses prazos dependem do caso, variando com o estilo de vida do proprietário e do animal, e da raça, pelagem e tamanho do cão.
Outro problema observado em alguns estabelecimentos é o uso de produtos inadequados para a espécie. Há lugares que utilizam xampus ou sabonetes de uso humano e até sabão em barra para diminuir o custo dos banhos. Obviamente esses produtos são extremamente agressivos para a pele do animal, pois não foram desenvolvidos para esse fim, e certamente vão causar alterações semelhantes às citadas anteriormente.
Ainda é importante ressaltar que o secador muito quente e utilizado muito próximo a pele do animal pode causar pequenas reações locais e até queimaduras sérias. As lâminas de tosa muito quentes ou mal higienizadas também podem provocar doenças de pele nos animais.
Todos estes problemas podem ser facilmente evitados se a pessoa responsável pelo setor de estética do estabelecimento estiver bem orientada e preparada para exercer a função. Atualmente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária determina que os locais que oferecem o serviço de banho e tosa tenham, obrigatoriamente, um médico veterinário responsável. Portanto, leve isso em conta na hora de escolher onde levar seu animalzinho para o banho.

Um comentário:

  1. Obrigatório é más, pagar o mínimo que o veterinário tem por direito nenhum paga, pois no desespero pelo emprego muitos denigrem a importância do seu curso por porcentagem de serviço!!!!

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