segunda-feira, 14 de março de 2011

Vacina anti-rábica

Há cerca de 6 meses a imprensa noticiou problemas sérios durante uma campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos, em São Paulo. Muitos animais tiveram reações vacinais graves, algumas vezes levando até à morte. Logo em seguida a informação dada pelos órgãos de saúde foi de que seria cessada a campanha e que seria proibida a vacinação anti-rábica em cães. Isso tudo causou uma grande confusão entre os proprietários, deixando a dúvida da necessidade e do risco da vacinação. Apesar do fato ter ocorrido há alguns meses, ainda percebo a preocupação de alguns proprietários, que me perguntam o que fazer em relação a vacinação de seu animal.
Essas reações vacinais ocorreram pelo uso de uma vacina produzida por um laboratório específico, utilizada na campanha realizada pelo governo. Provavelmente houve alguma alteração no processamento destas vacinas. Por ser um problema relacionado à produção daquele lote adquirido, o encaminhamento foi suspender o uso para evitar mais mortes e reações. Porém, é bom deixar claro que os serviços de vacinação em clínicas e consultórios veterinários particulares continuou e deve continuar normalmente. Existem diversos laboratórios produzindo vacinas anti-rábicas para uso em cães e gatos com uma grande segurança na aplicação. A vacinação é necessária e obrigatória para o controle da doença, que é grave, leva a morte e é considerada uma zoonose (doença transmitida do animal para o homem). O importante é sempre buscar um serviço veterinário de sua confiança para a administração de vacinas, pois os laboratórios confiáveis não vendem suas vacinas para comercialização em lojas agropecuárias. A compra e o uso são exclusivos do médico veterinário, pois para que a qualidade do produto seja mantida são necessários cuidados com o armazenamento e a aplicação.
É necessário salientar também que reações vacinais podem existir mesmo quando a vacina tem boa procedência e administração adequada. Isso se deve as variações individuais dos organismos que podem reagir de forma diferente à susbstância inoculada. Dor no local da aplicação e abatimento são sinais pós-vacinais comuns. O caso citado pela mídia chamou a atenção porque foram reações graves, como convulsões e mortes, e em um grande número de animais.
Concluindo, a prevenção contra a raiva pode e deve ser feita, desde que sejam usadas vacinas de qualidade e administradas por um médico veterinário.

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